quarta-feira, 18 de novembro de 2009

O LADRÃO DE LIVROS EM ALIJÓ

No próximo dia 21 de Novembro, pelas 16.30 horas irá ter lugar na Biblioteca Municipal de Alijó a apresentação pública do livro O Ladrão de Livros de Carlos J. Barros. (Entrada Livre)
Esta iniciativa insere-se num conjunto de parcerias que a Fronteira do Caos Editores tem vindo a desenvolver no sentido de promover os seus livros e autores em todo o território nacional.
A divulgação do livro e da leitura, constitui um elemento chave no posicionamento da editora e tem-se revelado extremamente positivo na sua relação com o público leitor.
Agradecemos desde já a prestimosa simpatia e profissionalismo de toda a equipa da Biblioteca de Alijó, sem a qual este evento não seria possível. A todos um grande bem-haja.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

QUEM CONTA UM CONTO ACRESCENTA UM PONTO: LEITURA DE O VENDEDOR DE ILUSÕES


No passado dia 21 de Outubro teve lugar no Instituto Superior de Engenharia do Porto mais uma apresentação pública do livro O Vendedor de Ilusões da autoria de Gilberto Pinto. A apresentação pública do livro esteve a cargo da Dra. Otília Lage. Foi uma intervenção notável, e que merecia sem dúvida divulgação pública. Assim sendo, é com todo o gosto que reproduzimos na íntegra a sua intervenção.
Quem conta um conto acrescenta um ponto: leitura de O Vendedor de Ilusões

1. O conto, um “universal cultural”

Toda a gente em todos os tempos e lugares gosta de histórias, porque o seu formato tradicional é um “universal cultural”.
A importância dos contos advém-lhes de neles se reflectir a estrutura colectiva da mente humana. Uma história vive de personagens, de caracteres, mais do que de eventos. Trata das vicissitudes das intenções humanas. E através das histórias atribuímos sentido à experiência e ao mundo. É essa, a característica da história, o facilitar o conhecimento do mundo, concretamente do mundo social, ajudando a compreender a vida actual, a vida das sociedades.
O fio da história, a storyline, uma corda com fios e nós, segue a lógica da aprendizagem infantil, do concreto para o abstracto, do conhecido para o desconhecido e mistura indistintamente veracidade e imaginação tão presentes na mente das crianças! Exprime abstracções e a capacidade de servir-se delas e usa esses conceitos tão profundamente, que compreende com eles , para dar sentido a novos conhecimentos.
As histórias diferenciam-se da história porque são mais próximas da vida real, mais emotivas e menos analíticas, veiculam estereótipos de vária natureza e diversidade cultural. Narram uma história do parece que, mais aberta a múltiplas leituras e interpretações, e incentivam e apelam á exploração, à ficção de múltiplas hipóteses.
Assim estes 17 contos de O Vendedor de Ilusões. Com um estilo de construção anti-positivista, definem o contexto, criam as personagens quase sempre humanas e poucas animais, investigam formas de viver, e por fim resolvem problemas reais de resolução premente. São ricas de incidentes críticos que condicionam os eventos e o desenrolar do final dos contos, invariavelmente, ilógicos.
Um livro de contos, como este é, há-de ser o prazer e o descanso de qualquer leitor

2. Uma leitura breve dos contos de O Vendedor de Ilusões

Começando pelo título que logo faz lembrar o “Guardador de rebanhos” de Alberto Caeiro (heterónimo de Fernando Pessoa), estes contos são, no seu conjunto, uma aposta literária muito bem conseguida. A ambiência geral é de suspense, onde assoma uma espécie de terror velado, em suspensão, que joga com as expectativas certas do leitor, catapultando-as para um non-sense desconcertante.
Todos os contos, breves, como “A Pedra” ou mais longos como os “Jacintos Queimados”, solitários e expostos, resistem, e bem, a qualquer leitura, ficando o conjunto, competentemente representado, em cada um deles.
O decisivo nesta colecção de contos assenta noutra qualidade: serem exemplos brilhantes do género literário "conto" e, ao mesmo tempo, absolutamente singulares. Como se Gilberto Pinto, professor e engenheiro de profissão, se tornasse, à sua maneira, através da escrita, no inventor mágico de um género, pelo qual cada vez mais, menos se interessam, dada a dificuldade de construção inerente.
Paradoxal que pareça, isto caracteriza os grandes contistas: não se distinguirem por escreverem contos extraordinários mas por inventarem a forma do conto. Os contos de O Vendedor de Ilusões não cabem facilmente em nenhuma das categorias lineares: não são realistas nem formalistas; nem também exemplo do que agora se chama ficção metaliterária. Intrigante e verídico, em seu modo peculiar, cada conto é um caso teórico, na medida em que insere uma experimentação de magia na construção do argumento narrativo e na própria linguagem.
Pressente-se que neles se trata de algo mais, e quer-se então alguma explicação mais conforme com a vida. Provavelmente, a única disponível é: estes contos falam de homens e mulheres que actuam e representam a ruína da interpretação para dizerem que o sentido da acção humana não é dado, nem ilustrável, nem decifrável, nem transmissível. Não porque a acção humana seja destituída de sentido, antes porque a imaginação e o logro súbito e inesperado do narrador retornam sobre a sua obra, e lhe recobrem o sentido, como explicitamente se demonstra no conto final “A página em branco”.
Neste livro, assistimos á transformação alquímica da palavra, numa grande contenção da escrita que diz sempre mais do que parece dizer, revelando de súbito o imprevisto, num encadeado de metáforas que surtem o efeito de desconcerto. Homens com cheiro a naftalina e a lavado caminhando sonâmbulos por ruas desertas em fins de tarde, ao cair da noite, ou sob o amanhacer, e mulheres de roupa sombria, enredando-se nos pormenores das coisas vulgares que escondem sempre algo de extraordinário, singularizam-se e ganham identidade quando revelados inopinadamente pelo autor/narrador cuja presença se intromete na nossa leitura, num passe de mágica.
De o “O súbito frio da tarde”- narrativa de uma camisa “prostituta” que acaba morta com 3 facadas, a “A cortina do mundo” – história de um homem velho com uma saca de memórias que termina com um som e uma criança no alpendre, sua própria imagem , passando por “Uma borboleta”, numa casa de quinta, com a cegueira sugerida pelo tacto nas cadeiras líquidas e a borboleta como uma corrente de ar, presságio de tragédia que se anuncia numa tarde de primavera, com o cheiro das violetas, dos bolos e dos cozinhados, encontramo em Amnésia – a consciência do passado a dar sentido ao futuro (p. 27); história de um homem em levitação, sob paredes de vidro, em descrições á Juan Carlos Onetti (escritor da América Latina) que começam por pormenores ínfimos e se desenrolam como num filme de pequena angular em plongée. De repente o usual desaparece e surgem outras histórias, o típico de um processo de amnésia.De longe, só o gemido do cão…foi quando se lembrou.
Demoramo-nos um pouco mais em Os Jacintos Queimados – um conto cor das ervas e do musgo gelado. A procura do livro desaparecido no dia em que o barbeiro se enforcou e a visita inesperada de uma mulher de preto, pele de aristocrata, um desenho no rosto como um sorriso, e livro na mão, sem falas, comendo uma maçã, num andar de quem toca os pés num chão de gelo, presença intrigante na barbearia da Vila Alexandra, onde trata as unhas sujas dos homens oferece o livro ao barbeiro como quem estende a hóstia sagrada pelo qual ele tudo abandona, de súbito concentrado nas histórias (dos soldados e dos falcões dos caçadores da estepe cavalgando alucinados à procura da invisível cidade de bronze, na busca da imortalidade, história contada em 2º nível, que se acrescenta com a presença de um lobo e de um marinheiro vagabundo). Regular, diariamente, era a chegada do aroma dos jacintos, com a vinda da mulher , e os clientes, a procurarem a barbearia. A loucura e obsessão do barbeiro e com a mulher, na igreja, passeando-se depois á sombra das árvores.
Saltamos O Testamento da velha senhora – conto pequeno, ao contrário do anterior, os Montes brancos (p.52), O labirinto do velho guerreiro (pág. 55), A invisibilidade (p.61) O desejo (p.63), A febre (p.68) e O convite (p.74) Crítica directa ao modo redutor de olhar o mundo.
Em O sonho de Sócrates (p.79) e O regresso do Minotauro ( p.86) – marca presença a eterna mitologia clássica para nA Pedra (p.90) – da eternidade, o narrador se sentar defronte da casa vazia olhando as amoreiras e os plátanos, a bola do miúdo e o cão que de repente se suspendem no ar, brilhando. Deste conto, um dos mais biográficos, passamos a O Vendedor de ilusões (p.92) que dá o nome ao livro, construído sobre uma analogia entre a conquista do leitor pelo narrador, criador de magias, e o mágico que encanta o público sob o arco íris gritando que era branco, e caiu no rio.
Eis - nos por fim chegados A Página em branco” (p.101) – último conto e fim dos contos. O mundo continua a existir depois da última frase. Doze personagens descem a encosta e ficam como que petrificadas nas pedras da calçada. Quais actores de teatro perambulam em busca dos vestígios de sentimentos, no vazio assustador da noite e na transparência do ar.
É este conto, uma espécie de chave de leitura do conjunto dos contos e e um revelador do narrador sentado na pedra donde se avista a eternidade, dividido entre o planalto e a cidade. Uma chave que abre para quem, como e porquê escrever contos cujas personagens são imagens que os espelhos da fantasia nos devolvem, seres vivos em suspensão no silêncio da rua que um homem solitário sobe e desce, como quem percorre os dias, decifrando, obsessivo, os pontos cardeais, sempre tocado pelos ventos loucos e por sons recorrentes.

3. O conto, narrativa de uma criação

Entre a palavra falada e a palavra escrita, entre o mito e a história, entre o fabuloso e o que se pretende verdadeiro e concreto, o escritor manipula o sagrado, o significativo, o exemplar , e constrói uma efabulação encantatória, intrigada e intrigante.
O conto é a narrativa de uma criação como diz Mircea Eliade. As palavras e sobretudo as frases, brincadas, e a construção frásica burilada como se de renda de bilros se tratasse, assumem um carácter de arquipotência no pensar metafórico e na conformação simbólica que se confunde com o poder dos deuses a que nada nem ninguém escapa.
No início, tudo surge unido, para logo a seguir se desconstruir e terminar no insólito que desconcerta qualquer lógica aparente, num processo imanente de reflexão sobre a condição humana no mundo, através do efeito sensorial dos aromas de flores (jacintos, violetas, etc), árvores, arbustos, ervas e sons ( toque nostálgico dos sinos, tinido compassado dos relógios, passos no asfalto ou nos degraus de pedra).
A leitura de cada um destes contos fantásticos que evocam a escrita de Hoffmann, mestre contista, feitos de comportamentos extremamente e estranhamente humanos, dá-nos a ver a magia suspensa, atemporal, em espaços e silêncios grávidos, numa interface entre fantástico e quotidiano, em que estão presentes múltiplos elementos: ironia e reinvenção de rituais mitológicos cíclicos, rotatividade travestida das personagens imagéticas, transfiguração fantástica do mundo habitual. Neles se misturam invariavelmente o fantástico, o maravilhoso e o estranho, à maneira de Kafka, ou então, próximo da lógica abdutiva de Edgar Allen Poe, o aflorar evanescente do suspense policial. Há uma livre expressão, camuflada na linguagem, de temas tabu travestidos numa linguagem sobrenatural, de acontecimentos inevitáveis, estranhos e imprevistos como a morte (suicídio ou o assassinato) denotando a relação da literatura fantástica com imagens submersas no inconsciente humano. Em suma, uma configuração simbólica em que se imbricam os níveis psicológicos, sociais e metafísicos
Os conflitos humanos como problemas que a consciência lógica e objectiva não explica nem alcança, com a incorporação de acontecimentos inusitados que nos pregam “sustos” inesperados diante de situações normais que de súbito se tornam inexplicáveis, pedem uma explicação transcendental. O problema da existência humana como uma questão metafísica para a qual o homem não encontrou ainda resposta satisfatória.E por isso continua escrevendo e lendo contos, como quem acrescenta pontos à linha da vida.

Maria Otília Pereira Lage
ISEP, 21 de Outubro de 2009

A Fronteira do Caos Editores agradece à Dra. Otília Lage a gentileza de nos permitir a divulgação do seu texto. Ao ISEP a forma cordial como nos recebeu. A todos os que a nós se associaram na sessão de autógrafos, e ao autor Gilberto Pinto pelo seu companheirismo e solidariedade. A todos um grande bem-haja.

quarta-feira, 21 de outubro de 2009

PORQUÊ DEUS SE TEMOS A CIÊNCIA?

Novidade

Estará à venda esta semana, em todo o país o livro Porquê Deus se Temos a Ciência?
O primeiro livro da colecção Rumos do Pensamento, com coordenação editorial do Professor Doutor Manuel Curado, reúne textos de diversos especialistas nacionais e trata do diálogo entre Ciência e Religião. Este livro tem contributos de Manuel Curado (Org.); Alfredo Dinis; Álvaro Balsas; Artur Galvão; Francisco Teixeira; Miguel Vieira; Paulo Alexandre e Castro; Sofia Reimão.

Deixamos o leitor com um excerto do texto:
Deus não se vai embora. Todas as pessoas mais cedo ou mais tarde têm de ter uma posição sobre a existência de Deus. Não se conhece nenhuma sociedade que não tenha crenças e comportamentos religiosos. Estes dois factos são extraordinários. Se existissem excepções, a vida humana seria radicalmente diferente… Seja como for, a relação entre os seres humanos e o religioso é inesgotável. O presente volume procura compreender alguns dos aspectos dessa relação…
Estamos perante um choque de titãs. A explicação religiosa da realidade não parece admitir a explicação científica, e vice-versa. Deriva isto de vivermos num mundo que só tem uma verdade? Deriva isto das limitações das estruturas cognitivas dos seres humanos? Deriva isto do estado de conhecimento científico que alcançámos? Ninguém tem ainda a certeza de como responder a estas questões. Não sabemos se a aparente incompatibilidade entre a Religião e a Ciência é circunstancial ou constitutiva. O debate está aberto e, tanto quanto pode ser percebido, está para durar.


terça-feira, 20 de outubro de 2009

COLECÇÃO RUMOS DO PENSAMENTO

Manuel Curado
Coordenador Editorial da Colecção Rumos do Pensamento
Fronteira do Caos Editores
Com coordenação editorial do Professor Doutor Manuel Curado vai ser lançada esta semana a colecção Rumos do Pensamento. A presente colecção visa publicar textos do mais alto nível científico e académico, com amplitude suficiente para abarcar diversas áreas do saber, como a Filosofia, a Bioética, Sociologia, Ciências Cognitivas, Medicina ou a Teologia, só para citar alguns. Os livros a publicar serão de autores nacionais e internacionais, estando prevista a publicação de três livros até Fevereiro de 2010. O primeiro livro desta colecção intitula-se «Porquê Deus se Temos a Ciência?» e consiste numa antologia de textos, escritos por diversos especialistas acerca do diálogo entre ciência e religião

Breve Curriculum Vitae
do Professor Doutor Manuel Curado
Professor da Universidade do Minho, Auditor de Defesa Nacional, Doutorado cum laude pela Universidade de Salamanca, Mestre pela Universidade Nova de Lisboa, Licenciado pela Universidade Católica Portuguesa, de Lisboa, e titular do Curso de Alta Direcção para a Administração Pública. Autor dos livros Direito Biomédico (2008), Luz Misteriosa: A Consciência no Mundo Físico (2007) e O Mito da Tradução Automática (2000). Editor dos livros Questões Actuais de Bioética (2009), Cartas Italianas, de Verney (2008), Mente, Self e Consciência (2007) e Consciência e Cognição (2004). .

sábado, 17 de outubro de 2009

ESTRATÉGIAS DE EMPENHAMENTO E OUTROS ENSAIOS DE THOMAS SCHELLING (NOBEL DA ECONOMIA DE 2005)


Os ensaios presentes nesta antologia, escritos em vários momentos de uma brilhante carreira que culminou no Nobel da Economia, dão-nos uma perspectiva abrangente e multi-facetada do original pensamento de Thomas Schelling. Aquecimento global, aborto, tabagismo, economia, poluição, estratégia, guerra nuclear, segregação racial, eutanásia, capitalismo…
Observador perspicaz e participativo, Thomas Schelling aborda um conjunto de temas que encerram algumas das grandes questões colocadas à Humanidade. Do simples/complexo contacto entre dois indivíduos até às relações entre os Estados, sem esquecer a delicada interacção homem/planeta, o autor apresenta-nos a sua visão das sociedades e do mundo contemporâneo, com um piscar de olho ao futuro.Um dos grandes pensadores da actualidade.

quinta-feira, 15 de outubro de 2009

DRÁCULA O PRÍNCIPE DE MUITOS ROSTOS


Drácula, O Príncipe de Muitos Rostos, revela a extraordinária vida e época do infame Vlad Drácula, o Empalador (1431-1476). Temido pelos seus inimigos, e ainda hoje enaltecido pelos seus compatriotas, foi uma das mais intrigantes personalidades da Europa do século XV. Tal como a sua biografia o comprova, "o Drácula real é uma personagem muito mais interessante do que o vampiro da ficção...".
Drácula, O Príncipe de Muitos Rostos é uma biografia escrita por dois dos mais importantes biografos de Vlad Drácula - Radu Florescu e Raymond Mcnally, figuras incontornáveis no estudo do homem, da sua época e da sua vida.

sábado, 3 de outubro de 2009

CONVITE O VENDEDOR DE ILUSÕES

A Fronteira do Caos Editores e o Autor, convidam Vª Exa. para a apresentação pública do livro O Vendedor de Ilusões da autoria de Gilberto Pinto, a ter lugar na FNAC do Norteshopping no proximo dia 10 de Outubro, pelas 18.30 horas.