sábado, 22 de agosto de 2009

O VENDEDOR DE ILUSÕES

NOVIDADE

Já está disponível em todo o território nacional o mais recente livro de Gilberto Pinto, O Vendedor de Ilusões.
"Trabalhava sozinho desde que o seu mestre morrera, havia mais de quatro anos. Acompanhara-o desde criança pelos caminhos sem fim, perseguindo as feiras e as romarias. Com ele aprendera todos os truques que conhecia, a destreza com os dedos das mãos, o olhar enigmático com que devia enfrentar a multidão e o segredo de oferecer no instante certo o que os outros, sem o saberem, desejavam ver. O mestre ensinara-lhe que só com a magia os homens conseguiam compreender o mundo. Nessa verdade acreditava, era um Vendedor de Ilusões e disso decidiu fazer o seu modo de vida. Até surgir aquele dia de Inverno em que os alicerces do seu mundo haveriam de ruir. Tudo terminaria na primeira manhã de Abril.
No universo de O Vendedor de Ilusões o insólito e o fantástico passeiam-se de mãos dadas com a normalidade do quotidiano. Transformam-na numa realidade nova, enriquecida com aquilo que o nosso olhar procura insistentemente e tão raras vezes encontra. Perturbador, imprevisível e implacável é o lugar onde se movem as personagens deste livro. Como, afinal, é o mundo onde todos nos movemos".
Boas leituras.

quinta-feira, 16 de julho de 2009

DIREITOS DE AUTOR DO LIVRO JUSTIÇA E DELINQUÊNCIA

É com grande prazer que anúnciamos: Os direitos de autor do livro Justiça e Delinquência irão reverter para a Florinhas da Neve, instituição de apoio à criança em risco tutelada pela Santa Casa da Misericórdia de Vila Real.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

DIREITOS DE AUTOR DO LIVRO JUSTIÇA E DELINQUÊNCIA COORDENADO POR GONÇALO AMARAL REVERTEM PARA INSTITUIÇÃO DE APOIO À CRIANÇA EM RISCO


A Fronteira do Caos Editores anuncia publicamente que os direitos de autor do livro Justiça e Delinquência irão reverter para uma instituição de apoio a crianças em risco. A decisão foi tomada de forma unânime, por todos os autores, que num gesto de enorme dignidade e responsabilidade social concordaram em ceder todos os direitos em favor do bem comum. Assim sendo, estamos convencidos que para além do excelente conjunto de reflexões que o livro contém e que podem ajudar a pensar o estado da justiça em Portugal, estaremos a contribuir para um futuro melhor, mais justo e mais digno.
A Fronteira do Caos Editores, deseja expressar a sua eterna gratidão e sublinhar o enorme altruísmo, dignidade e responsabilidade social de todos quantos abraçaram este projecto. O nome da instituição será anunciado brevemente. A todos um grande bem-haja.

sexta-feira, 26 de junho de 2009

O LADRÃO DE LIVROS EM SANTARÉM

No passado dia 4 de junho teve lugar a apresentação pública do Ladrão de Livros na terra natal do autor: Santarém. A apresentação pública esteve a cargo de Paulino Coelho da Rádio Renascença.

Aspecto geral da sala, que contou com a presença de inúmeros familiares e amigos.

Carlos Barros e Paulino Coelho durante a apresentação.

Um momento de descontração.
Tomamos a liberdade de aqui reproduzir um texto de Charles de La Folie bem a propósito.
(…) Pernoito no desejo de crescer, de mostrar um lado diferente daquele que a Lua conhece. Não me lembro dos rostos, somente dos contornos. Do halo provocado pelo calor que nos liberta e molda – de uma forma simples –, apenas isso. Há um sorriso como muitos, metediço e leviano. Há um medo. Solta-se a palavra, de um momento para o outro liberta-se. A ansiedade reduz-se ao mais pequeno ponto dentro de nós, esse mesmo que nos vai construindo, num ensaio constante. Desmorona.
(…) Num pequeno trago de água, encontro os teus lábios perdidos na perspicuidade do desejo. O vocábulo reencontra-se com o espaço, indiferente à verborreia desenfreada de sentimentos que se abatem na saudade. Os cheiros misturam-se com as imagens de outros tempos. As muralhas do condomínio de outras épocas, abatem-se sobre – uma visão escurecida pelo – medo. A música que se esconde entre dedos, num tamborilar quase enervante, fala-nos de nós [gente].
(…) Aquele respirar ofegante que se solta em pequenas taquicardias, preenche o peito de dor, até rebentar vazio. Os olhos permanecem fechados à procura de sinais, pequenos vestígios irresolutos do ser e do não ser que se emprega na frase que ainda medeia a vida e a vontade de a ter. Fixa-se a imagem plana de um tecto alto, falso de preconceitos, sólido e robusto no seu recorte. Sobram os sussurros do meu «ponto» que continua sem me dar uma resposta. A pergunta é letal, a réplica de uma angústia fatal e sem retorno.
(…) É apenas a minha cidade, Santarém, não é Macondo, do Coronel Aureliano Buendía – repeti em desespero. Percorri a pergunta naquele silêncio que nos mata e alivia. Não havia ninguém na sala, ficou vazia no segundo momento em que a olhei nos olhos. Tinha que estar vazia, como a minha alma – minto. Estava elevada, sentia-me e sentia. Não era em vão que ali estava, as palavras iam ficando submissas à minha paixão e tornavam-se poderosas. Como poderosas são as que percorrem as páginas de «O Ladrão de Livros».
Apeteceu-me Não acredito nos passos falsos que não nos levam a lugar algum” Charles de la Folie
A Fronteira do Caos Editores agrade a todos os presentes e faz votos para que a autêntica viagem do Ladrão de Livros continue a dar os seus frutos, e acima de tudo, continue a ajudar a promover um livro e um autor de excepção. A todos um grande bem-haja.

segunda-feira, 22 de junho de 2009

NA SENDA DA DIVINDADE - O RELANÇAMENTO DA DISCUSSÃO ACERCA DAS PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Novidade

O presente livro trata de um tema universal: a Divindade. O seu objectivo é fornecer ao leitor um conjunto de referências conceptuais que lhe permitam enquadrar os seus pensamentos na busca das questões mais profundas acerca da sua existência: Quem sou eu?, De onde venho?, Para onde vou?
O debate sério do ponto de vista intelectual, acerca da existência de Deus não está esgotado, ao contrário do que a maioria das pessoas possa supor. Continua tão pertinente e actual nos dias de hoje como nos séculos precedentes, e constitui uma questão vital para o ser humano enquanto individuo racional, consciente do seu papel e da sua relação com a vida.
O tema é pertinente e começa desde já a apaixonar os corações mais emotivos, como o comprovam os comentários patentes no blog que aqui vos deixo:

quinta-feira, 18 de junho de 2009

GONÇALO AMARAL LANÇA COMPILAÇÃO DE ESCRITOS SOBRE DELINQUÊNCIA


O jornalista Eduardo Dâmaso apresenta, no dia 25 de Junho, pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia, em Lisboa, o livro intitulado “Justiça e Delinquência”, cujas receitas reverterão para uma instituição de acolhimento de crianças em risco e que reúne textos de um juiz desembargador, uma juíza de Direito, duas magistradas do Ministério Público, dois advogados, um jornalista, um psicólogo, um docente universitário na área de jurídico-criminais e um coordenador de investigação criminal aposentado, Gonçalo Amaral, que foi também o coordenador da compilação.
Cada um dos textos é absolutamente independente dos demais, reflectindo apenas a opinião do respectivo autor, e o projecto global pode ser definido como um contributo da sociedade civil em sede de política criminal num país onde começa a não ser possível respirar e viver.
É arrasador o retrato da delinquência social e da ineficácia das estruturas policiais e de justiça que a compilação reflecte. E são sugeridas diversas medidas urgentes de política criminal.

Algumas passagens dos escritos:

Rui Rangel, juiz desembargador, sustenta desassombradamente que “os regimes democráticos parecem sentir vergonha e medo em combater o crime com eficácia e determinação”, salientando que “o caminho é o do abismo” se não se “inverter a dinâmica dos malfeitores, que, aos poucos, vai conquistando mais e mais terreno.”
O advogado Francisco de Almeida Garrett confessa que muitos criminosos “não se deixam complexar minimamente pela qualidade dos ofendidos ou dos locais onde actuam”, perspectiva que é reforçada por outro advogado, Rui da Silva Leal, que considera o estado de coisas “tenebroso” e que, depois de lembrar as “agressões físicas a juízes em plena audiência de julgamento”, sugere uma medida drástica: “Acabe-se, pura e simplesmente, com a liberdade condicional aos condenados por criminalidade violenta, isto é, imponha-se o cumprimento integral das penas aplicadas, com trabalho a favor da comunidade constantemente, assim se impondo que o recluso pague a respectiva “estadia”.”
A procuradora da República Maria Clara Oliveira descreve a sociedade actual como “egoísta, apática, hipócrita e perigosa”, culpando a própria ordem jurídica pelo facto de os cidadãos estarem progressivamente a perder o sentido da responsabilidade: “Todas as recomendações, todas as mensagens se revelam contrárias à assunção da culpa, à assunção da responsabilidade!“
O retracto do homem moderno é feito pela juíza Maria dos Santos Ribeiro: “O indivíduo de hoje parece-nos pouco afectivo, insensível e tempestuoso. Quando se resolve, é persistente, duro de formas, difícil de alterar. A sua dureza vai muitas vezes até à agressão, disfarçada ou frontal, conforme as circunstâncias e as necessidades que se lhe deparem.”
A questão das “crianças problemáticas” é tratada pela procuradora-adjunta Marta Daniela Seixas, que é da opinião que as instituições de acolhimento não funcionam: “Não é possível evitar que [as crianças problemáticas] saiam e, por vezes, é um alívio que isso aconteça, pois assemelham-se a pequenas feras enjauladas, desestabilizam todo o trabalho educativo das instituições e atormentam as crianças e os jovens que se comportam de forma ordeira.”
Por sua vez, o jornalista e psicólogo criminal Hernâni Carvalho aponta o dedo à classe política, que acusa de inércia durante muitos anos: “Falava-se, lia-se nos jornais, via-se nas televisões, mas era coisa de jornalistas, afirmavam de cátedra os diversos poderes políticos, em jeito de explicação sobre os exageros daquilo que etiquetavam como puro oportunismo jornalístico.”
Fazendo um esboço do “exercício burocrático da detenção” de delinquentes, o jornalista explica que “de cada vez que um agente prende um criminoso, as ruas, nas horas seguintes, ficam despidas de policiamento”, acrescentando que “muitos criminosos chegam a sair do tribunal antes mesmo de quem os deteve.”
Já Gonçalo Amaral, coordenador do projecto, lembra que “não basta reagir a crimes, mas preveni-los e proceder à sua detecção”, defendendo uma remodelação total das estruturas policiais e sugerindo que se reabra a “escola de polícia” que constituía para a polícia judiciária a investigação do furto, cujo encerramento determinou “o fim inglório de uma fonte de informação fundamental.”
Revela também que o sistema de coordenação operacional das polícias não funciona, pois “só é possível coordenar quem estiver interessado em deixar-se coordenar. E não se deixam coordenar aqueles que pensam nas suas organizações ou serviços como quintas.”
Paulo Sargento dos Santos, psicólogo, entende que “a promiscuidade entre os Poderes Executivo e/ou Legislativo e o Poder Judicial” levam “ao incremento do clima de insegurança” e dá como exemplo o Caso Maddie: “a que não me atrevo, por motivos óbvios, a qualificar de “processo””.
Finalmente, Manuel Augusto Meireis, docente universitário na área de jurídico-criminais, considera que o rótulo de “criminoso”, quando colocado em indivíduos que o não merecem, pode dar azo a um resultado parodoxal: “O indivíduo tem a tendência de transformar-se naquilo que lhe dizem que é.”

A Fronteira do Caos agradece a todos os autores e, de uma forma muito especial, às senhoras magistradas Dra. Maria Clara Oliveira, Dra. Marta Daniela Seixas e Dra. Maria dos Santos Ribeiro, pela nobreza demonstrada nos respectivos textos, ao senhor juiz desembargador Dr. Rui Rangel, cujo perfil profissional e ético constitui um verdadeiro hino à cidadania, e ao Dr. Gonçalo Amaral, quer pelas vistas largas que revelou na selecção dos demais autores, quer pelo empenho que demonstrou a fim de tornar este trabalho possível.

A Fronteira do Caos agradece também a disponibilidade manifestada pelo Dr. Eduardo Dâmaso para a apresentação pública da compilação, e não pode deixar de relevar que constitui motivo de orgulho para todos os homens livres a dignidade e a preparação técnica manifestadas ao longo dos anos pelo consagrado jornalista no exercício da sua profissão e, em particular, no tratamento rigoroso e profiláctico que sempre dispensou ao fenómeno da criminalidade.

Muito obrigado a todos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

LIVRO JUSTIÇA E DELINQUÊNCIA CONVITE

A Fronteira do Caos Editores e os Autores convidam Vossa Excelência para a Sessão de Lançamento do livro Justiça e Delinquência, com coordenação de Gonçalo Amaral, a ter lugar no próximo dia 25 de Junho pelas 18 horas na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro estará a cargo de Eduardo Dâmaso.
Um livro fundamental para a compreensão do estado da justiça em Portugal.
"Gonçalo Amaral coordenou a obra Justiça e Delinquência, que compila opiniões e propostas de soluções de juizes, procuradores, advogados, um coordenador de investigação criminal, um jornalista, um docente universitário e um psicólogo". (Fonte Lusa/Sol)