segunda-feira, 22 de junho de 2009

NA SENDA DA DIVINDADE - O RELANÇAMENTO DA DISCUSSÃO ACERCA DAS PROVAS DA EXISTÊNCIA DE DEUS

Novidade

O presente livro trata de um tema universal: a Divindade. O seu objectivo é fornecer ao leitor um conjunto de referências conceptuais que lhe permitam enquadrar os seus pensamentos na busca das questões mais profundas acerca da sua existência: Quem sou eu?, De onde venho?, Para onde vou?
O debate sério do ponto de vista intelectual, acerca da existência de Deus não está esgotado, ao contrário do que a maioria das pessoas possa supor. Continua tão pertinente e actual nos dias de hoje como nos séculos precedentes, e constitui uma questão vital para o ser humano enquanto individuo racional, consciente do seu papel e da sua relação com a vida.
O tema é pertinente e começa desde já a apaixonar os corações mais emotivos, como o comprovam os comentários patentes no blog que aqui vos deixo:

quinta-feira, 18 de junho de 2009

GONÇALO AMARAL LANÇA COMPILAÇÃO DE ESCRITOS SOBRE DELINQUÊNCIA


O jornalista Eduardo Dâmaso apresenta, no dia 25 de Junho, pelas 18 horas, na Livraria Alêtheia, em Lisboa, o livro intitulado “Justiça e Delinquência”, cujas receitas reverterão para uma instituição de acolhimento de crianças em risco e que reúne textos de um juiz desembargador, uma juíza de Direito, duas magistradas do Ministério Público, dois advogados, um jornalista, um psicólogo, um docente universitário na área de jurídico-criminais e um coordenador de investigação criminal aposentado, Gonçalo Amaral, que foi também o coordenador da compilação.
Cada um dos textos é absolutamente independente dos demais, reflectindo apenas a opinião do respectivo autor, e o projecto global pode ser definido como um contributo da sociedade civil em sede de política criminal num país onde começa a não ser possível respirar e viver.
É arrasador o retrato da delinquência social e da ineficácia das estruturas policiais e de justiça que a compilação reflecte. E são sugeridas diversas medidas urgentes de política criminal.

Algumas passagens dos escritos:

Rui Rangel, juiz desembargador, sustenta desassombradamente que “os regimes democráticos parecem sentir vergonha e medo em combater o crime com eficácia e determinação”, salientando que “o caminho é o do abismo” se não se “inverter a dinâmica dos malfeitores, que, aos poucos, vai conquistando mais e mais terreno.”
O advogado Francisco de Almeida Garrett confessa que muitos criminosos “não se deixam complexar minimamente pela qualidade dos ofendidos ou dos locais onde actuam”, perspectiva que é reforçada por outro advogado, Rui da Silva Leal, que considera o estado de coisas “tenebroso” e que, depois de lembrar as “agressões físicas a juízes em plena audiência de julgamento”, sugere uma medida drástica: “Acabe-se, pura e simplesmente, com a liberdade condicional aos condenados por criminalidade violenta, isto é, imponha-se o cumprimento integral das penas aplicadas, com trabalho a favor da comunidade constantemente, assim se impondo que o recluso pague a respectiva “estadia”.”
A procuradora da República Maria Clara Oliveira descreve a sociedade actual como “egoísta, apática, hipócrita e perigosa”, culpando a própria ordem jurídica pelo facto de os cidadãos estarem progressivamente a perder o sentido da responsabilidade: “Todas as recomendações, todas as mensagens se revelam contrárias à assunção da culpa, à assunção da responsabilidade!“
O retracto do homem moderno é feito pela juíza Maria dos Santos Ribeiro: “O indivíduo de hoje parece-nos pouco afectivo, insensível e tempestuoso. Quando se resolve, é persistente, duro de formas, difícil de alterar. A sua dureza vai muitas vezes até à agressão, disfarçada ou frontal, conforme as circunstâncias e as necessidades que se lhe deparem.”
A questão das “crianças problemáticas” é tratada pela procuradora-adjunta Marta Daniela Seixas, que é da opinião que as instituições de acolhimento não funcionam: “Não é possível evitar que [as crianças problemáticas] saiam e, por vezes, é um alívio que isso aconteça, pois assemelham-se a pequenas feras enjauladas, desestabilizam todo o trabalho educativo das instituições e atormentam as crianças e os jovens que se comportam de forma ordeira.”
Por sua vez, o jornalista e psicólogo criminal Hernâni Carvalho aponta o dedo à classe política, que acusa de inércia durante muitos anos: “Falava-se, lia-se nos jornais, via-se nas televisões, mas era coisa de jornalistas, afirmavam de cátedra os diversos poderes políticos, em jeito de explicação sobre os exageros daquilo que etiquetavam como puro oportunismo jornalístico.”
Fazendo um esboço do “exercício burocrático da detenção” de delinquentes, o jornalista explica que “de cada vez que um agente prende um criminoso, as ruas, nas horas seguintes, ficam despidas de policiamento”, acrescentando que “muitos criminosos chegam a sair do tribunal antes mesmo de quem os deteve.”
Já Gonçalo Amaral, coordenador do projecto, lembra que “não basta reagir a crimes, mas preveni-los e proceder à sua detecção”, defendendo uma remodelação total das estruturas policiais e sugerindo que se reabra a “escola de polícia” que constituía para a polícia judiciária a investigação do furto, cujo encerramento determinou “o fim inglório de uma fonte de informação fundamental.”
Revela também que o sistema de coordenação operacional das polícias não funciona, pois “só é possível coordenar quem estiver interessado em deixar-se coordenar. E não se deixam coordenar aqueles que pensam nas suas organizações ou serviços como quintas.”
Paulo Sargento dos Santos, psicólogo, entende que “a promiscuidade entre os Poderes Executivo e/ou Legislativo e o Poder Judicial” levam “ao incremento do clima de insegurança” e dá como exemplo o Caso Maddie: “a que não me atrevo, por motivos óbvios, a qualificar de “processo””.
Finalmente, Manuel Augusto Meireis, docente universitário na área de jurídico-criminais, considera que o rótulo de “criminoso”, quando colocado em indivíduos que o não merecem, pode dar azo a um resultado parodoxal: “O indivíduo tem a tendência de transformar-se naquilo que lhe dizem que é.”

A Fronteira do Caos agradece a todos os autores e, de uma forma muito especial, às senhoras magistradas Dra. Maria Clara Oliveira, Dra. Marta Daniela Seixas e Dra. Maria dos Santos Ribeiro, pela nobreza demonstrada nos respectivos textos, ao senhor juiz desembargador Dr. Rui Rangel, cujo perfil profissional e ético constitui um verdadeiro hino à cidadania, e ao Dr. Gonçalo Amaral, quer pelas vistas largas que revelou na selecção dos demais autores, quer pelo empenho que demonstrou a fim de tornar este trabalho possível.

A Fronteira do Caos agradece também a disponibilidade manifestada pelo Dr. Eduardo Dâmaso para a apresentação pública da compilação, e não pode deixar de relevar que constitui motivo de orgulho para todos os homens livres a dignidade e a preparação técnica manifestadas ao longo dos anos pelo consagrado jornalista no exercício da sua profissão e, em particular, no tratamento rigoroso e profiláctico que sempre dispensou ao fenómeno da criminalidade.

Muito obrigado a todos.

quarta-feira, 17 de junho de 2009

LIVRO JUSTIÇA E DELINQUÊNCIA CONVITE

A Fronteira do Caos Editores e os Autores convidam Vossa Excelência para a Sessão de Lançamento do livro Justiça e Delinquência, com coordenação de Gonçalo Amaral, a ter lugar no próximo dia 25 de Junho pelas 18 horas na Livraria Alêtheia. A apresentação pública do livro estará a cargo de Eduardo Dâmaso.
Um livro fundamental para a compreensão do estado da justiça em Portugal.
"Gonçalo Amaral coordenou a obra Justiça e Delinquência, que compila opiniões e propostas de soluções de juizes, procuradores, advogados, um coordenador de investigação criminal, um jornalista, um docente universitário e um psicólogo". (Fonte Lusa/Sol)

SEGREDOS EM VILA FRANCA DE XIRA

Na sequência da promoção e divulgação do trabalho dos nossos autores, a Fronteira do Caos Editores, convida todos quantos a nós se queiram associar, para a apresentação pública do livro Segredos da autoria de João Pedro Martins, no próximo dia 25 de Junho, pelas 21 horas no Auditório da Junta de Freguesia de Vila Franca de Xira. Estão todos convidados.

segunda-feira, 8 de junho de 2009

JUSTIÇA E DELINQUÊNCIA

NOVIDADE
Que ninguém se iluda, a criminalidade que temos, entre nós, é estrutural e não conjuntural.
Com o livro Justiça e Delinquência, a Fronteira do Caos Editores dá inicio a uma nova colecção intitulada Critica ao Portugal Contemporâneo. O conceito editorial rege-se pelos princípios da crítica construtiva e intelectualmente sólida, levada a efeito por autores de grande craveira intelectual e com responsabilidades nas mais diversas áreas do saber, da organização do Estado e do meio académico. O grande objectivo será levar ao leitor reflexões de qualidade que identifiquem os problemas e apontem soluções, rejeitando liminarmente a critica destrutiva e a maledicência, tão em voga nos dias que correm, simultaneamente tão prejudiciais à nação e ao Estado. Desta forma pretendemos contribuir para um futuro melhor, uma esclarecida opinião e, acima de tudo, para uma correcta análise dos problemas, sem nunca perder de vista a enorme vontade que todos têm de fazer parte da solução e nunca do problema. Desta forma, estamos convencidos que construiremos um futuro melhor, mais justo e mais equilibrado.
Deixamos o Leitor com alguns excertos do livro, escritos por diversas personalidades de renome e com obra feita.
GONÇALO AMARAL
Coordenador de investigação criminal (aposentado) e Coordenador do livro
"O combate à criminalidade violenta e organizada é efectuado de forma casuística. Não se previne. Não se detecta. Espera-se que os crimes nefandos aconteçam. Depois se verá. Não basta reagir a crimes, mas preveni-los e proceder à sua detecção. Com esta forma de actuar talvez se lutasse mais eficazmente contra certos tipos de ilícitos e talvez se deixassem de instruir mega-processos, em regra inúteis em termos de resultados, como os que resultam da investigação da criminalidade económica e financeira".
RUI RANGEL
Juiz Desembargador
"A violência que está associada aos fenómenos de criminalidade instalou-se nos mais diversos graus ou formas e minou todo o tecido social, todas as zonas urbanas e rurais. Já não é só um fenómeno que atinge certas franjas sociais, certas camadas da população ou os chamados bairros problemáticos. Atinge toda a sociedade. É preciso inverter a dinâmica dos malfeitores que, aos poucos, vai conquistando mais e mais terreno".
HERNÂNI CARVALHO
Jornalista
"Mais do que o risco, ser polícia em Portugal é hoje uma profissão estranha. Se conseguir deter um criminoso já não é tarefa fácil, preencher os documentos respeitantes à sua detenção é uma tarefa quase ciclópica. Então se a identidade do indivíduo e a sua morada não puderem ser confirmados, ou se o detido for estrangeiro, só para saber se está de facto legal, é outro cabo de trabalhos. A ideia de que este serviço podia ser feito por civis, libertando os polícias para as funções de segurança pública para que de facto tiveram formação, é antiga, mas nunca passou do papel".

segunda-feira, 1 de junho de 2009

O LADRÃO DE LIVROS EM SANTAREM


No próximo dia 4 de Junho, pelas 18 horas: A Fronteira do Caos Editores, A Câmara de Santarém e o Autor convidam Vossa Excelência para a apresentação pública do livro "O Ladrão de Livros", a ter lugar na Feira do Livro, no antigo ginásio do Seminário. A apresentação pública do livro está a cargo de Paulino Coelho da Rádio Renascença. Estão todos convidados.

sexta-feira, 29 de maio de 2009

HUGO GIRÃO: SESSÃO DE AUTOGRAFOS NA FEIRA DO LIVRO DO PORTO

A Fronteira do Caos Editores e o Autor convidam Vossa Excelência para a Sessão de Autógrafos do livro O Silêncio dos Teus Olhos a ter lugar no próximo dia 31 de Maio na Feira do Livro do Porto, pelas 18 horas, nos pavilhões A1-29 e A1-31 da Gradiva Publicações. Estão todos convidados.